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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Convocações para as Eliminatórias

A dez dias da próxima rodada das Eliminatórias - e a mais importante do ano até aqui, com várias seleções devendo se classificar -, seguem alguns drops das convocações:

Arábia Saudita - O técnico José Peseiro chamou novamente a dupla Mohamad Noor e Hamad Al Montashari, do Al Itihhad, para os playoffs asiáticos contra o Bahrein. O atacante Yasser Al Qahtani e o goleiro Mabrouk Zayed, principais nomes, também estão confirmados no grupo de 26 atletas. Antes da primeira partida decisiva, os sauditas enfrentam a Malásia em um amistoso, dia 30.

Escócia - A grande surpresa da convocação do treinador George Burley foi o zagueiro David Weir, de 39 anos, que havia sido praticamente expulso da seleção após a goleada sofrida para a Noruega no início do mês. O atacante Kevin Kyle, de 28 anos, também está de volta, após cinco anos de ausência. Destaque do Kilmarnock em 2009, com 10 gols em 14 jogos, é a principal esperança de gols. Alguns nomes incertos por contusões, como o zagueiro Stephen McManus, do Celtic, e Steven Caldwell, capitão do surpreendente Burnley, estão confirmados. As partidas contra Macedônia e Holanda, ambas em casa, são decisivas.

Irlanda do Norte - Na busca por melhor poder ofensivo, o técnico Nigel Worthington chamou cinco atacantes para os jogos contra Polônia e Eslováquia. Jamie Ward, atacante do Sheffield United, junta-se a Kevin Healy, Kyle Lafferty, Martin Paterson e Andrew Little na tentativa de continuar sonhando, ao menos, com uma vaga na repescagem (os norte-irlandeses têm 13 pontos contra 15 dos eslovacos, mas com um jogo a mais)

Irlanda - Giovanni Trapattoni utilizou a boa teimosia italiana para justificar a convocação do mesmo grupo que perdeu em amistoso recente para a Austrália por 3 a 0. Com isto, nomes como Damien Duff, recém-contratado pelo Wigan, e Sean Ledger e Eddie Nolan, do Preston North End, continuam no time que recebe o Chipre e depois enfrenta a África do Sul em amistoso.

Nigéria - O técnico Shuaibu Amodu causou certa polêmica ao deixar de fora os atacantes Yakubu, do Everton, e Oba Oba Martins, do Wolfsburg, da lista para a partida decisiva diante da Tunísia, em Abuja. Segundo ele, os dois ainda precisam atingir uma melhor forma física. Por outro lado, Chinedu Obasi, do Hoffenheim, foi chamado novamente após contusão. A Tunísia lidera a chave com sete pontos, dois a mais que a Nigéria.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

História das Copas - Suécia 1958 (parte I)

A escolha da sede da Copa de 1958 recebeu a mesma justificativa de quatro anos antes: por ter ficado neutra na Segunda Grande Guerra, a Suécia não sofreu muitos danos estruturais e poderia receber a competição com condições excelentes. A cada Copa, o número de seleções inscritas para participar aumentava e dessa vez não foi diferente. 53 países demonstraram à FIFA o interesse de disputar a primeira Copa sem seu idealizador, Jules Rimet, que havia morrido dois anos antes. Como de costume, o país sede e o atual campeão classificaram-se diretamente. O Brasil enfrentou dificuldades pela primeira vez, mas venceu o Peru e carimbou o passaporte rumo à Suécia, junto com Paraguai e Argentina, que voltava finalmente a disputar uma Copa depois de 24 anos.

Na Europa, a Hungria tinha um time desfigurado após a formação da União Soviética e, embora tenha conseguido se classificar, não passou da primeira fase. Talvez a ausência mais sentida foi a da seleção espanhola, com jogadores como Di Stefano, Kubala e Suárez, craques do Real Madrid que venceu três vezes a Copa dos Campeões da Europa na década de 50. Além dos espanhóis, a Itália ficou de fora da Copa pela primeira vez, ao ser eliminada pela Irlanda do Norte, e a Inglaterra não conseguiu se classificar desfalcada que estava de oito jogadores do Manchester United que morreram em um acidente de avião em fevereiro do mesmo ano.

Primeira fase

O regulamento da Copa do Mundo se estabilizou em 58, mudando apenas em 74. Os 16 times eram divididos em quatro grupos de quatro, passando os dois melhores para as quarta-de-final, indo no mata-mata até a decisão. O Brasil, apontado pelos jornalistas suecos como favorito à conquista do título junto com a União Soviética e a Argentina, não teve dificuldades em sua estréia, vencendo a Áustria por 3 a 0, ainda que não tenha produzido tanto quanto se esperava. O segundo jogo, contra a Inglaterra, era muito esperado por todos, prometendo um belo espetáculo. O jogo, entretanto, foi tenso até o apito final, que ao soar registrou o primeiro 0 a 0 da história das Copas. A partida contra a União Soviética tornara-se crucial: se perdesse, o Brasil estaria eliminado.

Antes da partida, diz a lenda que alguns jogadores se reuniram com o técnico Vicente Feola e pediram mudanças no time. Garrincha, Pelé e Zito entraram, então, nos lugares de Joel, Dida e Dino Sani. Seria a primeira participação em Copas de um menino de apenas 17 anos, o mais jovem até então a disputar uma Copa. O time soviético era muito forte, mas o Brasil pressionou no início e marcou 1 a 0 com Vavá. O jogo foi se equilibrando, mas Garrincha, um mané botafoguense de pernas tortas, complicou a vida dos adversários e ajudou a construir a fama do goleiro Lev Yashin, obrigando-o a desempenhar grandes defesas. No segundo tempo, Vavá ampliou para a festa dos brasileiros, especialmente de um garoto que começaria a brilhar a partir dali.

A União Soviética venceu a partida-desempate contra a Inglaterra e também se classificou no Grupo 4. No Grupo 1, zebra atrás de zebra. A Irlanda do Norte derrotou a Tchecoslováquia, que aplicou uma goleada de 6 a 1 nos argentinos. Eliminados no saldo de gols, os argentinos que eram favoritos voltaram para casa mais cedo e viram a Irlanda do Norte vencer os tchecos novamente para garantir o segundo lugar do grupo, atrás da Alemanha, que venceu os argentinos e empatou os dois jogos restantes.

No Grupo 2, a França apresentava ao mundo seu atacante, Just Fontaine, que marcou 3 na goleada de 7 a 3 sobre o Paraguai. França e Iugoslávia classificaram-se às quartas-de-final, ao passo que Paraguai e Escócia voltaram para casa com um ponto cada. Finalmente, no grupo 3, a Hungria, enfraquecida pelo bloqueio comunista, não foi nem sombra do time de quatro anos antes, sendo eliminada pelo País de Gales no jogo-desempate. A Suécia, anfitriã, desempenhou bem o seu papel a vencer dois jogos e empatar um.

Estavam definidas as quartas-de-final: Alemanha x Iugoslávia, França x Irlanda do Norte, Suécia x União Soviética e Brasil x País de Gales.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Eliminatórias européias - outubro (parte 1)

Devido ao grande número de grupos e de jogos, dividimos a análise da rodada de outubro das Eliminatórias européias para a Copa de 2010 em três partes. Para boa parte das seleções, falta apenas um jogo para o fim do primeiro turno - motivo a mais para acompanhar de perto os resultados.

Grupo 1

11/10: Hungria 2x0 Albânia / Suécia 0x0 Portugal / Dinamarca 3x0 Malta
15/10: Portugal 0x0 Albânia / Malta 0x1 Hungria
Classificação

1. Dinamarca...7 (3J)
2. Hungria.....7 (4)
3. Portugal....5 (4)
4. Albânia.....5 (4)
5. Suécia......5 (3)
6. Malta.......0 (4)

Próximos jogos

11/02/09: Malta x Albânia
28/03/09: Albânia x Hungria / Portugal x Suécia / Malta x Dinamarca
01/04/09: Hungria x Malta / Dinamarca x Albânia

O grupo 1, como se vê, está completamente equilibrado e indefinido. Portugal decepcionou em duas exibições muito ruins, e viu a Dinamarca assumir a liderança com um jogo a menos. A Hungria conseguiu duas vitórias e aparece bem, mas teve muitas dificuldades para vencer Malta (a pior equipe do continente) fora de casa. Na próxima rodada, um confronto decisivo em solo português pode definir o destino dos dois favoritos da chave: novo empate entre lusos e suecos pode deixar a Dinamarca, que corre por fora, disparar na liderança.

Grupo 2

11/10: Suíça 2x1 Letônia / Luxemburgo 1x3 Israel / Grécia 3x0 Moldávia
15/10: Letônia 1x1 Israel / Grécia 1x2 Suíça / Luxemburgo 0x0 Moldávia

Classificação

1. Grécia.......9
2. Israel.......8
3. Suíça........7
4. Letônia......4
5. Luxemburgo...4
6. Moldávia.....1

Próximos jogos

28/03/09: Luxemburgo x Letônia / Moldávia x Suíça / Israel x Grécia
01/04/09: Suíça x Moldávia / Grécia x Israel / Letônia x Luxemburgo

O grupo pode ser analisado com mais eficácia porque todas as equipes já jogaram quatro vezes. A Suíça foi quem mais lucrou com a rodada, sendo a única a vencer as duas partidas, e uma dela um dificílimo confronto direto contra a Grécia fora de casa. Não fosse a vexatória derrota em casa para Luxemburgo, os comandados de Ottmar Hitzfeld estariam liderando a chave. Com dois confrontos contra a Moldávia pela frente e dois jogos entre gregos e israelenses, os alpinos podem assumir a ponta de vez. A volta de Alexander Frei e a boa forma de Blaise Nkufo, do Twente, com quatro gols, dão a esperança necessária.

Grupo 3

11/10: San Marino 1x3 Eslováquia / Polônia 2x1 Rep. Tcheca / Eslovênia 2x0 Irlanda do Norte
15/10: Rep. Tcheca 1x0 Eslovênia / Irlanda do Norte 4x0 San Marino / Eslová
quia 2x1 Polônia

Classificação

1. Eslováquia.........9
2. Polônia............7
3. Eslovênia..........7
4. Irlanda do Norte...4
5. Rep. Tcheca........4 (3J)
6. San Marino.........0 (3J)

Próximos jogos

19/11: San Marino x República Tcheca
11/02/09: San Marino x Irlanda do Norte
28/03/09: Irlanda do Norte x Polônia / Eslovênia x Rep. Tcheca
01/04/09: Irlanda do Norte x Eslovênia / Polônia x San Marino / Rep. Tcheca x Eslováquia

Em um grupo repleto de duelos praticamente domésticos, o equilíbrio é latente. A Eslováquia de Stanislav Sestak, do Bochum, se sobressai com três vitórias em quatro jogos e foi a única a somar seis pontos na rodada de outubro. Os tchecos, cabeças-de-chave, devem somar sete pontos em novembro, quando enfrentam San Marino em jogo atrasado. Aí, será praticamente um empate técnico. O destaque negativo fica para a fraca performance da Irlanda do Norte, que foi a sensação das Eliminatórias para a Euro mas já sofreu dois reveses fora de casa.


Nos próximos dias, a continuação da análise das Eliminatórias européias com os grupos 4, 5 e 6.